terça-feira, 30 de novembro de 2010

CAFÉ CULTURAL

Horário: 4 dezembro 2010 de 9:00 a 13:00
Local:
Auditório do Meriti Previ
Organizado por:
Amigos do Patrimônio Cultural e Fórum Cultural da Baixada Fluminense
Descrição do evento:
O Amigos do Patrimônio Cultural e o  Fórum Cultural da Baixada Fluminense convidam para CAFÉ CULTURAL de lançamento do livro "UMA VIAGEM A IGUASSU ATRAVÉS DA CARTOGRAFIA", do pesquisador Edson Ribeiro.

O evento terá lugar no Auditório do MERITI PREVI, em Vilar dos Teles, São João de Meriti, RJ, dia 04/12/2010 (SÁBADO), das 9h às 13h, e contará com duas palestras, apresentações culturais e um coquitel de lançamento.

A Entrada é Franca!
Para maiores informações, acesse o blog abaixo ou envie-nos uma mensagem para o nosso endereço eletrônico:
www.amigosdopatrimoniocultural.blogspot.com

amigosdopatrimonio@gmail.com

CLARINDO
(21) 9765-6038 ou 2333-1412 ou 2656-9810

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Exposição Armorial Vale do Café vai percorrer as regiões Centro e Sul fluminenses


Doze municípios das regiões Centro e Sul fluminenses irão receber em breve a exposição itinerante Armorial Vale do Café, iniciativa pioneira no gênero no interior do Estado, que visa democratizar o conhecimento e o acesso a peças heráldicas de titulares (barões, condes, etc.) do Império no Vale do Paraíba.

Segundo a curadoria da exposição, o “Armorial do Vale do Café reúne um raro conjunto de brasões que encerram beleza artística e a história de uma época singular da história brasileira que, infelizmente, é pouco conhecida por nossa população”.

Composta por 36 (trinta e seis) banners com imagens em alta definição e em material resistente, o acervo da exposição itinerante Armorial Vale do Café, de fácil e rápida montagem e desmontagem, foi assim formatada e preparada para possibilitar sua exibição nos mais variados espaços físicos.

Conheça os detalhes e como inserir seu Município em  http://armorialbrasileiro.blogspot.com/

VIII Seminário sobre Museologia, História e Documentação


O Museu Imperial receberá, de 25 a 27 de novembro, o evento “Memória 2010 - VIII Seminário sobre Museologia, História e Documentação”, organizado anualmente pelo Movimento de Preservação Ferroviária (MPF). As inscrições são gratuitas e já estão abertas, com vagas limitadas.O evento é voltado para profissionais que atuam na preservação ferroviária e outros interessados na temática. O mote principal é o movimento pela reativação da Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará, composta de 6km que ligam a Raiz da Serra, em Magé, ao Alto da Serra, em Petrópolis.

A realização do VIII Seminário no MI é uma iniciativa do GT-TREM/COMTUR, que agrega diversas instituições ligadas ao turismo (como o próprio Museu), ao desenvolvimento urbano do município e à memória das ferrovias no país, entre elas o MPF, representado por seu presidente, Victor José Ferreira. Além do Seminário sobre Museologia, História e Documentação, que é anual, o Movimento vem promovendo diversos outros encontros para debater a temática, como o Seminário sobre Preservação e Revitalização Ferroviária de Petrópolis, também ocorrido no MI, em 2009.

O VIII Seminário sobre Museologia, História e Documentação, desse modo, além de incentivar a formação e troca de conhecimento sobre essas áreas, também é um espaço para divulgar e debater a reativação da Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará. O evento é promovido pelo Museu Imperial/IBRAM/MinC, Associação Brasileira de Operadoras de Trens Turísticos e Culturais, (ABOTTC), Conselho Municipal de Turismo de Petrópolis (GT-TREM/COMTUR), Movimento de Preservação Ferroviária (MPF) e Ponto de Cultura Barão de Mauá.


Confira a programação.
25 de novembro – Quinta-feira
8h30 às 9h30 – Recepção/credenciamento
Coordenação Executiva
9h30 às 10h30 – Sessão de Abertura
10h30 às 11h30 - Conferência Magna
Maurício Ferreira – diretor do Museu Imperial
11h30 às 12h30 – Nos Trilhos da História – A E.F. Príncipe do Grão Pará
Antonio Pastori – coordenador técnico do GT-Trem / Conselho Municipal de Turismo de Petrópolis (COMTUR)
12h30 às 14h – Almoço
14h às 15h – Memória Ferroviária – A Ação do IPHAN
José Rodrigues Cavalcanti – coordenador geral do Patrimônio Ferroviário do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
15h às 16h – Memória – O papel dos institutos históricos e geográficos
Itapuan Bôtto Targino – membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP)
16h às 16h30 - Intervalo
16h30 às 18h – Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural Ferroviário
Zani Cajueiro T. Souza – procuradora da República – MPF/MG
18h30 às 19h30 – Sarau Imperial
Dia 26 de novembro – Sexta-feira
9h às 10h – Memória em imagens: Fotografia e Engenharia Ferroviária no Brasil Imperial
Maria Inêz Turazzi – pesquisadora do Museu Imperial
10h às 11h: Do Mar da Bahia ao Rio do Sertão – Heranças Culturais dos Ingleses na História Ferroviária do Brasil
Etelvina Rebouças Fernandes – arquiteta do IPAC – Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural/Secretaria de Cultura da Bahia
11h às 11h30 – Intervalo
11h30 às 12h30 – Petrópolis, a Cidade Imperial – Pedaços de Memória
Joaquim Eloy Duarte dos Santos – membro do Instituto Histórico de Petrópolis
13h30 às 14h – Almoço
14h às 15h – Documentação Ferroviária – A atuação do IPHAN
Leonardo B. Oliveira – superintendente do IPHAN no estado de Minas Gerais
Mônica Elisqye – coordenadora do Projeto
15h às 16h – Museu do trem de São Leopoldo – Uma Experiência de Sucesso
Alice Bemvenuti – diretora de Patrimônio Cultural da Prefeitura Municipal de São Leopoldo, RS
16h às 16h30 – Intervalo
16h30 às 18h – Fórum da Memória
Debates e intercâmbio de experiências
18h30 – Momento Musical – Trilhos Sonoros
Duo Uniarte – Omar Fadul (flauta) e Tibor Fittel (piano)
Participação especial: Monique Grazinolli (voz)
20h – Espetáculo Som e Luz
27 de novembro – sábado
9h às 13h - Oficinas temáticas simultâneas
A – Projetos de História Oral
Paulo Sérgio Barreto – consultor do Instituto Uniarte
B – Restauração e conservação de acervos bibliográficos e documentais
Luciana Matos – arquivista da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz)
C – Organização e gestão de arquivos
Neibe Cristina Machado da Costa – chefe do Arquivo Histórico do museu Imperial
13h às 15h – Almoço
15h às 18h – Tour da Experiência
Visitação a espaços culturais de Petrópolis
Mais informações: (24) 2245-5550 begin_of_the_skype_highlighting (24) 2245-5550 end_of_the_skype_highlighting ou (21) 3232-9524 begin_of_the_skype_highlighting (21) 3232-9524 end_of_the_skype_highlighting.

PUBLICADO NO SITE DO MUSEU IMPERIAL

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Professor se demite em protesto contra sigilo


 Historiador deixa Memórias Reveladas e denuncia que acesso a papéis da ditadura foi vetado no período eleitoral

O Centro de Referências das Lutas Políticas no Brasil (ou projeto Memórias Reveladas), criado pelo governo federal para reunir e divulgar os documentos secretos do regime militar, está desfalcado desde ontem.

Em carta entregue ao coordenadorgeral da entidade, Jaime Antunes da Silva, o historiador Carlos Fico, da UFRJ, anunciou a sua renúncia. A decisão, segundo ele, foi tomada depois que o Arquivo Nacional passou a negar aos pesquisadores acesso aos acervos da ditadura “sob a alegação de que jornalistas estariam fazendo uso indevido da documentação, buscando dados de candidatos envolvidos na campanha eleitoral”.

O historiador, que era presidente substituto da Comissão de Altos Estudos do Memórias Reveladas, foi alertado sobre a proibição por uma aluna de doutorado, que tentara sem sucesso acessar um destes acervos. Para confirmar, ele próprio protocolou um pedido de acesso e também recebeu uma resposta negativa sob a mesma alegação: — O funcionário do Arquivo Nacional pediu que eu esperasse até sexta-feira (último dia da campanha eleitoral).

A negativa foi a gota d’água na insatisfação de Fico com os constrangimentos que unidades do sistema nacional de arquivos, incluindo o Arquivo Nacional, estariam criando para o acesso à documentação do ciclo militar (1964-85).

Os gestores dos arquivos, sustenta o historiador, demonstram receio de abrir os acervos e correr o risco de responderem judicialmente por ferir, com o mau uso dos papéis, o direito à privacidade, à imagem e à honradez.

Ditadura brasileira foi a que mais produziu documentos Na carta de demissão, Fico lamentou que, “não obstante o Brasil possua um grande acervo documental sobre a ditadura já transferido para o Arquivo Nacional e arquivos estaduais — em tese disponível à consulta pública — sua pesquisa, muitas vezes, tem sido bastante dificultada”.

A documentação bloqueada nas últimas semanas, por causa da campanha eleitoral, integra os acervos do antigo Conselho de Segurança Nacional e da Divisão de Segurança e Informações do Ministério das Relações Exteriores.

Fico alega que “não podem os arquivos brasileiros arvoraremse em intérpretes do direito à privacidade e arbitrarem — conforme as idiossincrasias do funcionário ocasionalmente situado na posição de decidir — se este ou aquele documento agride a honra ou a imagem de alguém”.

Das ditaduras latino-americanas, a brasileira foi a que mais produziu documentos, segundo o historiador. Ele disse que, enquanto a repressão argentina praticamente não deixou registros documentais, os “arquivos do terror” paraguaios estão totalmente abertos à consulta.

Fico sustenta que, na questão da privacidade, as autoridades não podem entender o conteúdo dos documentos do regime militar como testemunhos da verdade, mas apenas um registro histórico do arbítrio da época.

“Tampouco pode perdurar o entendimento improcedente que insiste em tratar de ‘sigiloso’ o documento já desclassificado pela lei”, escreveu. Os pesquisadores estariam impedidos, inclusive, de manusear os instrumentos de pesquisa, que não são papéis históricos, mas as listas de conteúdo dos acervos.

Caso parecido ocorreu em agosto no Superior Tribunal Militar. O processo que levou a presidente eleita, Dilma Rousseff, à prisão na ditadura foi retirado dos arquivos e trancado num armário por ordem do presidente do órgão, Carlos Alberto Marques Soares.

Fico disse que, em recente seminário promovido pelo Memórias Reveladas, foi decidido que os demais arquivos seguiriam a experiência do Arquivo Estadual de São Paulo, que libera toda a papelada, exigindo apenas que o solicitante assine termo de responsabilidade.

Mas, segundo ele, nada foi feito até agora. O presidente do Memórias Reveladas, Jaime Antunes (também presidente do Arquivo Nacional), não foi localizado para comentar a demissão.

O Memória Reveladas

O objetivo do Centro de Referência Memórias Reveladas, criado em 13 de maio de 2009 pela então ministrachefe da Casa Civil da Presidência, Dilma Rousseff, é “tornar-se um polo difusor de informações” contidas nos documentos sobre as lutas políticas no país nas décadas de 1960 a 1980. De acordo com o site da entidade, o centro gerencia fontes primárias e secundárias colocadas à disposição do público, incentivando estudos, pesquisas e reflexões sobre o período.

No texto de lançamento, a então ministra disse que “a memória é um bem público que está na base do processo de construção da identidade social, política e cultural de um país”. Segundo ela, “isto significa que a memória é fundamental para a construção da verdade sobre os acontecimentos históricos”.

Essa iniciativa teve como resultado, até o mês de abril deste ano, a doação de aproximadamente 200 mil páginas de documentos textuais sobre o período, além de livros e documentos audiovisuais.

A Comissão de Altos Estudos do Centro, da qual Carlos Fico (que pediu demissão ontem) era presidente substituto, foi instituída para construir e lançar um grande portal para oferecer ao público o acesso on-line ao acervo


OBS.: Fonte: Mensagem postada no e-grupo HISTORIADOBRASIL@yahoogrupos.com.br, citando fonte como Arquivos: historiador se demite em protesto (O Globo, 03/11/2010)